Descrição do projeto

 

Ambiente interativo com experimentações sonoras e performances. A interação se dá através de dispositivos de realidade aumentada e sensores. O conteúdo a ser acessado nos dispositivos, e também presente nas performances, traz em um cenário de ficção científica onde os personagens realizam uma viagem através do tempo. Um sábio de uma galáxia distante informa aos navegantes da nave-mãe, que precisarão fazer uma viagem ao Século XIX, onde encontrarao ludistas, projecionistas e transcendentalistas. O resgate da mulher no Século XIX e o entendimento das biotecnologias constroem as narrativas que o sábio irá informar aos navegantes. No ambiente interativo o público terá acesso a conversas com o sabio através de realidade aumentada, e os sensores darão acesso as construções sonoras realizadas nas performances. Estas ocorreram com sessões marcadas, a cada semana.


 

O projeto:

Sereia Lab apresentou-se em 2008 como DJ no Festival Euphoria e na casa noturna Fosfobox, com experimentações sonoras, vocais e de corpo. Desde o inicio dos 2000 a narrativa "sereia" faz parte dos projetos de composição sonora e performance da artista Elen Nas como um resgate as características sedutoras do som, e uma revisão dos aspectos negativos em simbolismos como "o canto da sereia". Em 2007 esteve com os criadores da mesa sonora Reactable, recém adquirida pela cantora Bjork, e em 2008 elaborou o projeto Sereia Lab, selecionado pelo Edital da Caixa Cultural, onde apresentou, pela primeira vez, uma performance de DJ subaquática com uso de recursos de realidade aumentada aplicados ao som.

O objetivo do projeto como circulação e remontagem segue com a presença de um aquário-tanque onde ocorre a concepção da mulher que descobre como se comunicar no mundo. A narrativa proposta para este projeto segue um roteiro novo: a viajante do tempo se transmuta de sereia a mulher. Suas memórias são trechos inspirados na "Mulher do Século XIX" de Margareth Fuller, nas Sufragistas,  Transcendentalistas, Projecionistas russos e nos Ludistas. Estes são movimentos de um período marcante cujos conflitos permanecem atuais no Século XXI. Enquanto a moral de uma razão pura acredita no progresso humano e científico, o corpo é aprisionado no tic-tac do relógio, e a alienação do corpo-máquina se dilui na interação humano-computador.

Os personagens presentes nas performances são um casal de bailarinos (Z-Borg e Lady-G), enquanto o sábio de uma galáxia distante (V-Kin) procura orientar os viajantes a fazerem as conexões das ideias, fatos históricos e conceitos através dos tempos. Ewá é a cuidadora das maquinas e suplementos que se transmuta de várias formas, assumindo as memórias da viajante Lady-G como sereia, titã e artista.

Canções incidentais como "In the mood for love" do compositor Shigeru Umebayashi inspiram a construção minimalista de uma orquestra de cordas que eventualmente irão tocar vidros com águas para compor improvisos. Minimalismos tais como os Philip Glass são referências para a construção sonora do ambiente, enquanto as performances contarão também com cançoes da autora, Elen Nas (www.reverbnation.com/sereialab).

Das performances presenciais no aquário a um "teatro de sombras", "A mulher do século XIX" rememora todo  ideário romântico humanista, enquanto a bailarina dança com um robô sexual. O robô sexual transmuta de gêneros e ambos os bailarinos compõem a característica pré-programada dos movimentos do robô, através do teatro de sombras.

 

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© 2018 by Sereia Lab Arte e Inovação

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